Uber é condenada a pagar R$ 12 mil após motorista errar caminho

Uber é condenada a pagar R$ 12 mil após motorista errar caminho


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A maranhense Luiza Neta Silva dos Santos, de 29 anos, ganhou uma ação contra a Uber após um atraso de quase 2 horas em um deslocamento no Rio de Janeiro, no dia 11 de abril. A defesa do aplicativo tem dez dias para recorrer da decisão.

Luiza, que trabalha como babá, precisou utilizar os serviços do aplicativo para sair de um hotel no Leblon para ir Aeroporto Internacional do Galeão, onde pegaria um voo para o Maranhão. O deslocamento, previsto em 40 minutos, durou 2h30 e o voo foi perdido pela babá. O juiz Manoel Aureliano Ferreira Neto, do 8º Juizado Cível e das Relações de Consumo de São Luíscondenou, em primeira instância, o aplicativo a pagar R$ 12 mil à cliente. A audiência foi realizada nessa segunda-feira (7).
Como no Maranhão a empresa Uber ainda não começou a operar, essa foi a primeira experiência de Luiza neste tipo de transporte.
“Quando entrei no carro, o motorista disse que conhecia o caminho. Mas depois de um tempo rodando, eu fiquei preocupada, pois não sabia onde estava e perguntava as coisas para ele e não tinha respostas. Ele não falava nada. Depois de tanta demora, ele resolveu falar que estava perdido. Aí, fomos perguntando nos postos e em outros locais até chegarmos ao aeroporto”, contou Luiza.
De acordo com o advogado da cliente, Bruno Duailibe, o motorista tinha um GPS no veículo, mas estaria 'descalibrado'. "Aí, o GPS mais atrapalhou do que ajudou o motorista, que já estava totalmente desorientado", disse.
Quando chegou ao Galeão, a maranhense já tinha perdido o voo. Teve que voltar ao hotel e, para sua surpresa, o motorista também não sabia retornar.
08/11/2016 10h24 - Atualizado em 08/11/2016 11h31

Uber é condenada a pagar R$ 12 mil após motorista errar caminho

Justiça condenou a empresa por erro contra cliente maranhense.
Decisão foi em primeira instância e ainda cabe recurso.

Do G1 MA
A maranhense Luiza Neta Silva dos Santos, de 29 anos, ganhou uma ação contra a Uber após um atraso de quase 2 horas em um deslocamento no Rio de Janeiro, no dia 11 de abril. A defesa do aplicativo tem dez dias para recorrer da decisão.
Luiza, que trabalha como babá, precisou utilizar os serviços do aplicativo para sair de um hotel no Leblon para ir Aeroporto Internacional do Galeão, onde pegaria um voo para o Maranhão. O deslocamento, previsto em 40 minutos, durou 2h30 e o voo foi perdido pela babá. O juiz Manoel Aureliano Ferreira Neto, do 8º Juizado Cível e das Relações de Consumo de São Luíscondenou, em primeira instância, o aplicativo a pagar R$ 12 mil à cliente. A audiência foi realizada nessa segunda-feira (7).
Como no Maranhão a empresa Uber ainda não começou a operar, essa foi a primeira experiência de Luiza neste tipo de transporte.
“Quando entrei no carro, o motorista disse que conhecia o caminho. Mas depois de um tempo rodando, eu fiquei preocupada, pois não sabia onde estava e perguntava as coisas para ele e não tinha respostas. Ele não falava nada. Depois de tanta demora, ele resolveu falar que estava perdido. Aí, fomos perguntando nos postos e em outros locais até chegarmos ao aeroporto”, contou Luiza.
De acordo com o advogado da cliente, Bruno Duailibe, o motorista tinha um GPS no veículo, mas estaria 'descalibrado'. "Aí, o GPS mais atrapalhou do que ajudou o motorista, que já estava totalmente desorientado", disse.
Quando chegou ao Galeão, a maranhense já tinha perdido o voo. Teve que voltar ao hotel e, para sua surpresa, o motorista também não sabia retornar.
“Ele disse que tinha esquecido o caminho. Então falei pra ele tentar chegar próximo a uma praia, que seria mais fácil pra eu lembrar o trajeto. E foi assim. Eu fui guiando o motorista até o hotel. Ele pediu desculpas, mas eu fiquei muito chateada”, disse.
Já no hotel, Luiza conseguiu comprar, pela internet, uma passagem para o mesmo dia e embarcou em um voo das 23h. Na ida novamente para o aeroporto, preferiu um táxi e chegou em 40 minutos. Desta vez, sem sustos.
O advogado Bruno Duailibe disse que a defesa da empresa tentou isolar o erro do motorista das responsabilidades da Uber.
“Na audiência, disseram que a Uber não se responsabiliza pelo motorista, apenas pelo aplicativo. Mas questionei isso, pois quando o pagamento é feito pelo cliente, o motorista fica com a menor parte, além do mais, o motorista é credenciado pelo aplicativo”, disse o advogado.
Bruno Duailibe disse ainda que o fato de não ter congestionamentos fez com que o erro do motorista ficasse mais evidente, tanto que a Uber estornou parte do valor cobrado justificando que cobraria apenas o equivalente aos 40 minutos, que seria o tempo normal.
“Com esta atitude, o aplicativo assumiu o erro. O motorista estava começando no ramo. Estava há três dias só, mas é obrigação de qualquer pessoa que se dispõe a ser motorista no Rio conhecer o caminho do Leblon para o Galeão”, concluiu o advogado.

Fonte: G1